Delícias ‘Portus Cale’ # 004

Pintura em Portugal # A

– Artur Barros – 
Nasceu a 15 de Maio de 1948, Rande, Felgueiras

https://www.facebook.com/pages/Artur-Barros/168989929961736?fref=ts

Nasceu em Rande e aí residiu até 2005, ano em que fixou residência na cidade de Gaia. Tem como paixão a pintura que desenvolve desde 1994, tendo exposto, desde então, quer individualmente, quer coletivas, estas muitas vezes a favor de causas sociais. Ganhou vários prémios literários na área da poesia e está representado em mais de uma dezena de coletâneas

“Torre dos Clérigos” Porto | 2011 | óleo sobre tela | 70×50

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Literatura em Portugal # A

Augustina Bessa-Luís 

Nasceu a 15 de Outubro de 1922, em Vila Meã, Amarante

 http://agustinabessa-luis.blogs.sapo.pt/ 

Agustina Bessa-Luís nasceu em Vila Meã. A sua infância e adolescência são passadas nesta região, cuja ambiência marcará fortemente a obra da escritora. Estreou-se como romancista em 1948, com a novela Mundo Fechado, tendo desde então mantido um ritmo de publicação pouco usual nas letras portuguesas, contando até ao momento com mais de meia centena de obras. Tem representado as letras portuguesas em numerosos colóquios e encontros internacionais e realizando conferências em universidades um pouco por todo o mundo. Foi distinguida com o Prémio Camões 2004, o mais alto galardão das letras em Português.

A Melhor Prova duma Real Amizade

A melhor prova duma real amizade está em evitar os compromissos entre aqueles que se estimam. Ainda que devendo muito aos que muito me louvam, eu não quero ser-lhes obrigada pela gratidão. Mas sim grata porque estou com eles, devido a circunstâncias que a todos nós agradam e são um laço mais entre nós, sem constituírem um dever. Eu pretendo dizer da amizade o que Diógenes dizia do dinheiro: que ele o reavia dos seus amigos, e não que o pedia. Pois aquilo que os outros têm pelo sentimento comum não se pede, é património comum. Neste caso, a amizade. 

Agustina Bessa-Luís, in ‘Dicionário Imperfeito’“  

(“The Best Proof of a Real Friendship” – The best proof of a real friendship is avoid commitments among those who love each other. Even I owe very much to those who praise me, but I don’t want them bound to me by gratitude. But rather because I’m grateful to them, due to circumstances that we all like and are more a bond between us, without imposing a duty. I want to say about friendship, what Diogenes said about money: that ‘he repossess it from his friends’, and not that ‘he asked it’. For that what we have, by common sense is not asked, its common heritage. In this case, the friendship ~ in ‘Imperfect Dictionary’ “)

Música em Portugal # A

– Amália Rodrigues- 

Lisboa, Bairro Alto – 23 de Julho de 1920 – Lisboa, 6 de Outubro de 1999

Amália Rodrigues, de seu nome completo Amália da Piedade Rebordão Rodrigues, nasceu em Lisboa por acaso, quando os seus pais, Lucinda da Piedade Rebordão e Albertino de Jesus Rodrigues, vieram do Fundão visitar os avós maternos. Desde muito cedo mostrou gosto por cantar e, em 1935, foi escolhida para cantar o “Fado Alcântara” como solista, nos festejos dos Santos Populares, acompanhando a Marcha Popular do seu bairro. Amália Rodrigues representou Portugal em todo o mundo, de Lisboa ao Rio de Janeiro, de Nova Iorque a Roma, de Tóquio à União Soviética, do México a Londres, de Madrid a Paris (onde atuou tantas vezes no prestigiadíssimo Olympia); Propagou a cultura portuguesa, a língua portuguesa e o fado. Faleceu no dia 6 de Outubro de 1999. O seu funeral constituiu uma grande e sentida manifestação de dor e saudade como nunca antes se vira. O país inteiro chorou a sua Diva do Fado. Os seus restos mortais foram transladados do Cemitério dos Prazeres para o Panteão Nacional a 8 de Julho de 2001.

Amália – Foi Deus (It Was GOD)

Foi Deus

Não sei, não sabe ninguém
Porque canto fado, neste tom magoado
De dor e de pranto…
E neste momento, todo sofrimento
Eu sinto que a alma cá dentro se acalma
Nos versos que canto
Foi Deus, que deu luz aos olhos
Perfumou as rosas, deu ouro ao sol e prata ao luar
Ai, foi Deus que me pôs no peito
Um rosário de penas que vou desfiando e choro a cantar
E pôs as estrelas no céu
Fez o espaço sem fim
Deu luto as andorinhas
Ai…deu-me esta voz a mim
Se canto, não sei porque canto
Misto de ternura, saudade, ventura e talvez de amor
Mas sei que cantando
Sinto o mesmo quando, me vem um desgosto
E o pranto no rosto nos deixa melhor
Foi Deus, que deu voz ao vento
Luz no firmamento
E pôs o azul nas ondas do mar
Ai foi Deus, que me pôs no peito
Um rosário de penas que vou desfiando e choro a cantar
Fez o poeta o rouxinol
Pôs no campo o alecrim
Deu flores à primavera ai…
e deu-me esta voz a mim

(I don’t know, nobody knows – Why do I sing fado, with this hurt tone of pain and sorrow…  And right now, all suffering I feel that inner in my soul gets calm in the singing verses It was God, Who gave light the eyes, Perfumed roses, Gave gold to sun and silver to moonlight…Oh, it was God who put me in my chest a rosary of sorrows, that I’ll reeling and singing crying and He put stars in the sky. Build an endless space; He gave grief the swallows…Oh. . . GOD Gave this voice to me, if I sing, I don’t know why I do it mix of tenderness, longing, bliss and maybe love but I know that when singing I feel the same like when sorrow comes to me, and the tears on my face makes us feel better, it was God, who Gave voice to wind, Light in the firmament, and Colored the blue in the sea waves…Oh, it was God who put me in my chest a rosary of sorrows, that I’ll reeling and singing crying He Made the nightingale a poet, He Placed the rosemary in the field, Gave flowers to Spring…oh…and HE gave this voice to me)

 

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1 thought on “Delícias ‘Portus Cale’ # 004

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