Beleza de Outono

OUTONO

Fazer das coisas fracas um poema.
Uma árvore está… imóvel,
murcha, desprezada.
Mas se o poeta a levanta pelos cabelos
e lhe sopra os dedos,
ela volta a empertigar-se, renovada.
E tu, que não sabias o segredo,
perdes a vaidade.
Fora de ti há o mundo
e nele há tudo
que em ti não cabe.
Homem, até o barro tem poesia!
Olha as coisas com humildade.

Fernando Namora, in “Mar de Sargaços”

in English:
Making a poem from weak things. a tree is still, withered, neglected.But if the poet raises it by it’s hairs and blows it’s fingers, the tree returns to strut, renewed. And you, who did not know the secret, you lose the vanity. Outside of you there’s a world, and in it there’s everything in thee won’t fit. Man, even the clay has poetry! Look at things with humility.Fernando Namora, in “Mar de Sargaços”

Cores de Outono (Rebordelo-Amarante)

Outono em Rebordelo

CORES DE OUTONO, NOS BELOS LUGARES DE REBORDELO, EM AMARANTE (AUTUMN’S COLORS IN THE BEAUTIFUL PLACES AT REBORDELO, AMARANTE, PORTUGAL)

Uma árvore em flor fica despida no outono. A beleza transforma-se em feiúra, a juventude em velhice e o erro em virtude. Nada fica sempre igual e nada existe realmente. Portanto, as aparências e o vazio existem simultaneamente~Dalai Lama

 

in English: A bloom tree gets naked in the autumn. The beauty turns into ugliness, youth into old age and the error into a virtueNothing stays the same and nothing really exists. Therefore, appearances and emptiness exist simultaneously
Dalai Lama